quinta-feira, 19 de abril de 2018

No silêncio da noite me procura



Nas ruas da cidade corre um burburinho 
Noticias de um amor que acabou 
Na ilusão da vida que se foi 
No esquecimento de quem não amou. 

Mas não é verdade 
O que andam por ai comentando 
Se não existe amor 
Porque insiste em sair falando? 

Diz que não ama e que nunca amou 
Isso é o que por ai você assegura 
Para mim a versão é outra 
No silêncio da noite me procura. 

O fingimento de seus olhos 
Deixa escapar da sua alma a aflição 
De uma paixão que se foi 
Pois não soube zelar do coração. 

As mentiras que você conta 
Não atingem a minha alma singela 
Pois amo a verdade do sentimento 
Que meu coração sempre anela. 

A liberdade de encontrar em algum lugar 
Um amor que seja verdadeiro 
Que se entregue com paixão 
E que seja companheiro. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

terça-feira, 17 de abril de 2018

Se eu não te amasse



Perguntas-me como posso te amar 
Mesmo sem ter visto seu coração 
Digo que nasceu de um olhar 
Que acendeu minha paixão. 

A meiguice de seu olhar 
Foi a magia que mudou meu viver 
Aprendi o gosto de amar 
Que não me deixa te esquecer. 

Se eu não te amasse tanto assim 
Não dedicaria tempo a ti 
Você me faz ver as flores do jardim 
E desejar-te sempre aqui. 

O amor que nasceu desse olhar 
Faz meu coração mais forte bater 
Vejo-te no brilho do luar 
E passo as horas a te descrever. 

Nos meus sonhos contemplo seu sorriso 
Sempre misteriosamente belo 
Esse amor é o que mais preciso 
Para construir o meu castelo. 

Se eu não te amasse tanto assim 
Estaria preso na indigna solidão 
Mas seus braços são alento para mim 
E dá nova vida ao meu coração. 

Toda minha vida vou te amar 
E não tirar seu encanto do pensamento 
Nos seus sonhos quero navegar 
Deixando-me ser levado pelo vento. 

Expresso aqui o meu desejo 
Que fervilha no meu ser 
Não há nada melhor que seu beijo 
Que possas alegrar o meu viver. 

Se eu não te amasse tanto assim 
Minha vida seria tão triste 
Você é o sonho que sempre quis pra mim 
A melhor das coisas que existe. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Pouco pior que um homem


Quero rasgar o coração 
Ver o sangue escorrer pelo chão 
Já não tenho mais dó de mim mesmo 
Porque não mereço nenhuma piedade. 

Tenho sido cruel com seus sentimentos 
E causador de toda angústia 
Que transforma seu dia de sol 
Em noites cinzentas de terror. 

Não me peça para ficar ao seu lado 
Nem mesmo para acalentar os seus sonhos 
Pouco pior que um homem 
Sou um monstro a destruir sua esperança. 

No silêncio da sua solidão 
Tenho zombado as espreitas 
E a dor que sente na alma 
Não causa em mim nenhum efeito positivo. 

Vou destruir tudo de belo 
Que um dia você construiu 
E fazer de seu caminho uma estrada tortuosa 
Que não leva a lugar nenhum. 

Saia do meu pensamento nesse instante 
E não volte nunca mais 
O lugar que outrora te pertenceu 
Hoje está livre para qualquer sorriso triste. 

Abra seus olhos ao que acontece a sua volta 
E veja o estrago que causei 
Nos sonhos daqueles que acreditaram 
Que poderia ser feliz ao meu lado. 

Não quero que se iluda outra vez 
Não mereço piedade nenhuma 
Só quero ficar no meu canto em silêncio 
Para ninguém ouvir o meu choro baixinho. 

Quero rasgar o coração 
Ver o sangue escorrer pelo chão 
Sentir a tristeza da vida 
Na noite fria da minha solidão. 

Poema: Odair José,o Poeta Cacerense

terça-feira, 10 de abril de 2018

Que essa ilusão morra enquanto ainda é esperança



Que eu possa viver sem medo 
De que um dia vá embora 
E leve com você a minha alegria. 
Você que é saudade 
Antes mesmo de partir 
Que enfeita meus sonhos antes de dormir. 

Não deixe a tristeza 
Invadir seu coração. 
Olhe nos meus olhos e veja 
A esperança que há em mim 
Ao desejar o seu amor. 

Sufoco a paixão que há no meu peito 
Que ergue os braços para te alcançar. 
Não abro os olhos 
Pois tenho medo de você não estar mais aqui. 

Que essa ilusão tenha fim 
Que ela morra enquanto ainda há esperança. 
Sofrerei menos 
Pois não saberei a cor de seus olhos 
Pelos quais me apaixonei perdidamente. 

Poema: Odair José,o Poeta Cacerense

sábado, 7 de abril de 2018

O espelho


Olhou-se por longos minutos diante do espelho. Não reconhecia a imagem que seus olhos vislumbravam diante de si. Como o tempo havia sido cruel. Algumas rugas começavam a surgir. Sinal de que o tempo estava passando, mesmo que, na maioria das vezes, não percebera isso. Conseguiu detectar um cabelo branco. Que coisa!

Estava tão distraída diante de sua própria figura que não percebia o vento soprar as folhas esparramadas sobre a cama. Passara algumas horas tentando escrever uma carta. Varias folhas estavam amassadas e jogadas pelo chão do quarto empoeirado. Pairava sobre ela uma áurea de solidão. Estava ali desde que ele partiu.

Numa tarde de verão havia acontecido uma briga, talvez por ciúmes ou outra coisa e ele se fora. Ela disse que não ia mais atrás e que se realmente existisse alguma forma de amor ou algum sentimento, um dia ele voltaria com as próprias pernas. Asas quebradas eram o que ela imaginava agora. O pássaro voou para longe e foi atingido pelo passarinheiro. Então, em um relance ela via a folha.

Tinha sido removida pelo vento. Saiu de diante do espelho e sentou-se na cama. Lentamente pegou a folha e começou a ler o que estava escrito. Falava de saudade. Era uma poesia triste. Uma história de final infeliz. Ou que nem mesmo havia tido um final. Não percebeu, mas de seus olhos brotaram lágrimas. Os pensamentos começaram a apertar o seu coração e garras da solidão passaram a apertá-la profundamente.

Levantou-se e outra vez se colocou diante do espelho. Havia prometido a si mesma que jamais se deixaria ser dominada pela angústia da solidão e nem mesmo pelo desespero do abandono. Viu a sua imagem no espelho por mais algum tempo. Então, em um brado de fúria socou o espelho. Os cacos caíram pelo chão e ao contemplá-los ela viu o sangue escorrer. Vidros quebrados, sangue e lágrimas em um quarto solitário...

Odair José, Poeta e Escritor Cacerense

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Lula preso não é solução


Lutar é não esquecer
Uma vida de dedicação
Livre da dominação
A que o povo deve permanecer…

Prisioneiros da ideologia
Revoltados de plantão
Esquecem que o Brasil
Será sempre uma nação
Onde reinará a alegria…

Nunca na história desse país
Alguém poderá dizer
O que o povo não quer entender…

É agora que devo calar-me.

Sou uma voz que clama a liberdade
Onde a injustiça reina
Levo preso uma pessoa
Unindo as vozes das ruas
Cada sanguessuga solto
Apoiando a impunidade do
Ordenamento que ressoa.

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Pesadelo



Apaguei a luz e senti um calafrio 
Havia um vulto 
Como se houvesse uma pessoa 
Em pé ao lado da cama. 
Que porcaria é essa? 
Pensei comigo 
Num sobressalto acendi a luz 
E nada havia em meu quarto 
A não ser a minha solidão. 
Uma indagação perpassava a minha mente 
Enquanto sentia o coração pulsar acelerado. 
Não sei se estava dormindo 
Sonhando que estava acordado 
Ou se estava acordado 
Acreditando que estivesse dormindo. 
Que realidade é essa? 
Que pesadelo é este que tenho agora? 
O que são as sensações dentro de mim 
Que se digladiam a todo instante? 
Quero acordar deste sono profundo 
Tornar-me uma metamorfose 
Viver uma transformação. 
Mas, no silêncio sepulcral que sinto agora 
Não há espaço para as minhas divagações. 
Uma tonelada de sentimento 
Afunda o meu intelecto e sinto náuseas estomacais 
Que me fazem vomitar as palavras. 
Espanto, então, os demônios 
Que pairam sobre minha cabeça 
Os enxoto sem compaixão 
Pois não quero ouvir seus grunhidos 
E, muito menos, ser por eles atormentados. 
Fecho os olhos e tento dormir 
E já não sei qual realidade estou. 
Acordado para a vida eterna 
Morto para a vida terrena. 
Não pertenço a este lugar 
E como peregrino 
Sou enxovalhado pelas criaturas abomináveis 
Que perturbam o meu sono. 
Tapo os meus ouvidos e dou um grito: 
- Cale-se, demônios do inferno! 
Sem saber que os demônios 
São meus próprios pensamentos. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

terça-feira, 3 de abril de 2018

Como não sorrir


Pergunte ao meu coração o motivo dessa emoção 
Desse sentimento tão profundo 
Que desafia o mundo 
E leva-me a imaginar o dia do encontro 
Que estarei ao seu lado 
E de mãos dadas podermos caminhar 
Sob a luz do luar. 
Como dizer que não há amor 
Quando as nossas conversas podem fluir 
E no silêncio da madrugada posso sentir 
O seu sorriso do outro lado? 
É nesse momento que imagino o dia 
Ou o momento mágico de estar ao seu lado. 
Pergunte ao meu coração como não sorrir 
Ao lembrar-me das suas indagações 
Sempre levando-me a questionar 
Minhas próprias convicções. 
Meu pensamento voa livremente o tempo todo 
E toca suavemente o seu coração 
Então, pergunto-me se pensas em mim 
Da mesma forma e com a mesma intensidade 
E tenho a convicção que sim… 
Conforto-me, então, em saber 
Que seu sorriso 
Assim me faz entender. 
Se há conflitos em mim? 
Sim! 
Conflito que se chama atenção… 
Atenção que preciso de você 
De sua companhia… 
O que poderia ser melhor do que estar ao meu lado? 
Ou que sonho poderia ser mais lindo? 
Se esse é o desejo de nossos corações 
Então há razões 
Para que possamos unir nossos sonhos 
E viver esse amor... 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

segunda-feira, 2 de abril de 2018

A lâmina afiada do desejo



Há um grito preso na garganta 
Que teima em tentar escapar 
Para voar o infinito 
Na busca de te encontrar. 
Perambulo pelas ruas incólumes da cidade 
Nas vielas escuras 
E vejo os olhares a espreita 
Para devorar minha alma. 
São demônios da escuridão 
Que querem destruir os meus sonhos 
E eu não tenho medo 
Porque vivo na ilusão. 
Rasga a minha alma na incerteza 
De dias que já não voltam mais 
E a solidão de outrora 
É apenas uma luz ofuscada na noite. 
O grito já não está preso 
Foi solto no alto da montanha 
Onde agora me encontro 
Tristemente a vagar. 
Não preciso de seus conselhos 
Eles já não me ajudam mais 
Há uma incerteza 
Que ofuscam a minha visão. 
O sol está se escondendo 
E o amarelo dourado me deixa triste 
Em saber que mais um dia se foi 
Em que eu não vi os seus olhos. 
As ruas estreitas da viela 
São sujas e encobertas pela maldade humana 
Pessoas surrupiam a alma de inocentes 
Que não deveriam passar por aqui. 
Não há mais um grito preso na garganta 
Porque a garganta foi cortada 
Pela lâmina afiada do desejo 
Da liberdade da alma. 
Agora ela voa livremente 
Rumo ao infinito desconhecido 
De uma nova aventura 
Que está nos meus pensamentos. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sábado, 31 de março de 2018

Tentação


Ela pode chegar de mansinho 
Com pés de algodão 
Imperceptível aos nossos sentidos. 
O pecado jaz à porta 
E cabe a você dominá-lo. 
Esse desejo violento que se abate 
No recôndito da alma 
Não pode dominá-lo. 

Antes de uma respiração pesada 
Ou de um lugar para sentar 
Há uma porta, 
Uma saída, 
Um caminho pelo qual sair. 

Antes de ser tentado colar do amigo ao lado 
Há uma oportunidade de você estudar; 
Antes de se deixar ser levado por aquele olhar sedutor 
Evite olhar para seus olhos; 
Antes de sucumbir aos desejos daquela beldade 
Impeça ficar ocioso no alto da torre; 
Antes de se embebedar com aquele vinho 
Não cultive a vinha... 

As tentações podem ser grandes 
Mas foi porque você andou fora do caminho 
Procurou pelos desvios 
Que o levaram a essas conseqüências. 
Se andarmos longe de Deus 
As tentações serão maiores 
Sem a sua proteção 
Não há possibilidades de vitoria. 

Ele nos alerta o tempo todo 
Suplica que consideremos os nossos caminhos 
As nossas escolhas 
Que confiemos nEle 
Que não saltemos sem os paraquedas 
Da proteção dEle. 

Deve-se aprender a evitar a tentação 
Quando ela é apenas um chuvisco 
Antes que se torne chuva forte 
Que nos atinja por todos os lados 
E assim a vida será muito mais fácil 
A culpa muito mais rara 
E haverá o sentimento de proteção. 
Sempre há uma saída antes da queda 
Sempre há placas de aviso 
Sempre há pedidos de atenção. 

Abra os olhos 
Não dês lugar à ira, 
Não fale mal do seu irmão, 
Não permita que o mal domine o seu coração. 
Ele sempre oferece uma saída 
De novo e sempre de novo, 
Bem antes da queda final. 

Não veio sobre vós tentação, senão humana; 
Mas fiel é Deus, 
Que vos não deixará tentar acima do que podeis; 
Antes, com a tentação dará também o escape, 
Para que a possais suportar. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

segunda-feira, 26 de março de 2018

Quando não houver mais sol



Aquele olhar que tanto esperou 
O sorriso que desejava 
E já não pôde ver 
A brisa do amanhecer. 
Havia uma tristeza 
De um tempo que passou 
Uma vida que se foi 
E da solidão não entendia nada. 
A esperança que viu em seus olhos 
Que pensara entregar-lhe o coração 
Já não existe no seu pensamento 
O sonho de amor que desejou. 
Quando não houver mais sol 
É que vais perceber o que perdeu 
O arrependimento de não ter lutado 
Pelo amor que trazia em seu coração. 
Uma lágrima, então, 
Do coração há de brotar 
Que escorrerá pelo rosto 
Já cansado de tanto sofrer. 
Mas, agora é tarde demais 
O sonho já se foi 
E aquele amor tão esperado 
Não pode mais acontecer. 
Quando não houver mais sol 
Saberá que o tempo é cruel 
Com aqueles que vacilam 
E não sabem perceber o amor. 
Agora a solidão aperta 
Sendo-lhe a única companhia 
Nas noites frias de desespero 
Que buscou para si mesmo. 
Por onde ela andará 
E o que leva em seu coração 
Nunca poderá saber ao certo 
Pois, não existe mais esperança. 

Poema: Odair José, O Poeta Cacerense

sexta-feira, 23 de março de 2018

Um dia de Conquista (Aos formandos da UNEMAT)


Um dia eu aqui cheguei 
E tudo parecia um sonho 
A oportunidade de um curso superior 
De adquirir o conhecimento 
E galgar os espaços da sabedoria. 
A sala fria e silenciosa do início 
Transformou-se em parcerias. 
Pessoas novas cruzaram o meu caminho 
Minha vida foi compartilhada 
E eu aprendi muita coisa. 
Diversidade, respeito 
Tolerância. 
Vi o mundo nos olhos dos professores 
Vi outonos e primavera no Campus 
Passei horas solitárias com os pensadores na Biblioteca. 
Chorei lágrimas de desespero na hora da prova; 
Noites inteiras quebrando cabeça com trabalhos. 
Lutei, argumentei e corri atrás do prejuízo. 
Explorei tantas coisas 
Vi tantos rostos dos quais alguns estão aqui presente, 
Talvez sentindo essa mesma emoção. 
A UNEMAT me proporcionou isso. 
O sonho que realizo hoje é o sonho de meus pais, 
Meus amigos, 
Meus professores… 
A jornada foi longa e árdua desde o primeiro dia 
Tantos textos para ler e discutir 
Tantos trabalhos e seminários 
Tantas amizades, 
Tantas palavras, discursos e debates 
Que me ajudaram a crescer intelectualmente 
Que me garantiu a realização de um sonho 
Ter a minha graduação… 
Sei que a jornada não termina aqui 
Muito ainda há pela frente 
Mas, hoje é dia de celebração 
Dia de júbilo, de comemoração. 
Hoje é um dia de agradecimento. 
Obrigado UNEMAT!!! 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense 


Técnico Administrativo e egresso do Curso de História da Unemat

quinta-feira, 22 de março de 2018

Cultura da Morte



A que ponto chegou a sociedade 
Que cultua e valoriza a morte 
E não respeita a vida? 
Por não haver mais sentido 
O suicídio vem como solução para amenizar o sofrimento. 
As drogas estão por toda parte 
E já parece tão comum na vida das pessoas 
Remédios e mais remédios. 
O aborto 
Crianças jogadas nas sarjetas 
Fetos descartados por uma sociedade cruel. 
Sacrifícios humanos sem precedentes 
Imagens de caveiras estampadas nas camisetas. 
A eutanásia como forma de alívio 
E tudo isso é tão comum. 
Crianças e adolescentes querem ver sangue 
Filmes de terror é a moda da vez 
Dramas psicológicos e pornografia 
E tudo isso na tela do celular 
No mais recôndito de seus quartos. 
Ninguém tem tempo para uma conversa 
Então, que sejam amigos das redes sociais. 
Ideologia de gênero como imposição 
E eu não posso falar 
Sem ser apedrejado pelos seus defensores. 
Não sou machista 
E nem defendo uma sociedade nesse naipe 
Mas, também não desejo uma sociedade feminista 
De que adiantaria? 
Qual seria a diferença? 
Existe uma estratégia muito bem orquestrada 
Para impor ideologias de dominação 
De forma sutil nas mentes de cada um 
Interesses egoístas e anticristãos são disseminados 
Nas escolas, nos livros, nos filmes 
Na ideia da autoajuda 
Do “seja você mesmo” 
Da hipnose 
Que estrangula conceitos morais da sociedade. 
Preciso, e penso dessa forma, 
Romper com a cultura da morte 
Para valorizar a cultura da vida. 
Sou a favor da vida e da dignidade humana. 
Não quero e não vou me calar diante de tamanha afronta 
Contra os princípios morais e éticos 
Que valoriza o respeito 
E a liberdade individual e coletiva. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 2 de março de 2018

Um corpo que cai


Vai dizer que é assim 
E se conforma com tão pouco 
O mundo está um caos 
E lágrimas são combustíveis 
Para acender o fogo da discórdia. 
Não posso falar o que penso 
Sem correr o risco de ter a minha língua decepada 
Pela intolerância. 
A solidão é minha amiga 
A violência jaz a porta 
E suas garras arranham querendo romper 
As correntes que a detém. 
Não posso dizer 
Que estou satisfeito 
Com a desolação do mundo contemporâneo. 
O que fazer? 
Não posso gritar sem ser massacrado 
Sem ser impedido. 
Caras tristes me desafiam 
E aterrorizam-me 
Na intenção de sufocar a minha voz. 
A estrela não brilha mais 
E as nuvens são carregadas de desaforos 
A crueldade é voraz. 
Abra os seus olhos e veja 
Mais um corpo que cai ao seu lado. 
Façamos alguma coisa 
Para amenizar o caos instalado 
E não sufoque o meu grito de alerta. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

A brisa suave lá fora


Há uma brisa suave lá fora 
Onde os ventos sussurram nas folhas das árvores 
Enquanto, no meu coração, uma há apenas o silêncio 
E o vazio de uma solidão que tortura. 
Seus olhos eu já não os vejo mais 
E seus braços não apertam o meu corpo. 
Ouço o barulho das árvores 
E, não posso conter as lágrimas 
Como as gotas de chuva que escorrem das folhas. 
Havia uma meiguice em seu olhar 
Uma ternura que não vejo em outro lugar. 
Enquanto olho para o infinito 
Tateando no ar para ver se toco seu rosto 
Vejo o dia passar devagar 
E a saudade de seu sorriso em mim apertar. 
Falo de saudades do tempo 
Em que apertava em meus braços a felicidade 
Ando pelas ruas da cidade 
E quero, ainda, te encontrar. 
Há uma brisa suave lá fora 
Que não permite-me esquecer 
A delicadeza do sentimento 
Que encontrei no seu coração. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense