segunda-feira, 21 de maio de 2018

Palavras vazias


Fale silenciosamente ao meu coração 
Deixe sua tristeza saltar do peito 
Não esconda essa dor que dilacera 
A sua alma tão frágil. 
Como a névoa da manhã 
As mágoas são terríveis 
E causa-me a sensação triste 
De uma despedida sem fim. 
Palavras vazias que saem do coração 
Sem sentidos para quem não sabe viver 
E a angústia silenciosa 
De um sentimento que se foi. 
Solte minhas mãos 
Eu não quero mais sentir o toque delas 
Liberte-me de suas mazelas 
Quero voar os espaços no horizonte. 
Tenho medo desse silêncio 
Que perturba a minha inocência 
Preciso partir para longe 
E sentir o toque da liberdade em meu rosto. 
Não faças de mim seu prisioneiro 
Que não posso suportar essa aflição 
Calo-me diante de seus olhos 
Que fingem esse sentimento. 
Rasgo minhas esperanças 
E já não vejo mais o sol nascer 
Dentro de mim tudo isso acabou 
Só não quero de medo morrer. 
Por isso deixo as palavras vazias 
Saírem de meu coração 
Quem sabe elas encontram guaridas 
Longe dessa triste ilusão. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Queria tanto


Outra vez 
As palavras são como martelos 
A esmiuçar o meu ser 
Fazendo-me soltar gritos 
Que sente o meu coração… 

Uma grande dor! 
Golpes brutais 
Dilaceram os meus sonhos 
Aqueles que sempre tive com você. 

O que abraça o meu corpo 
É a agonia, 
O medo de perder-te 
E a saudade tomar conta de mim. 

Liberte-me! 
Solte-me dessas correntes 
Que sejam golpeados os grilhões 
Que prendem a minha alma. 

O espelho revela-me 
A dor que está em meus olhos 
A infelicidade 
Que transtorna-me silenciosamente. 

Eu ainda te amo 
Com aquele amor tão profundo 
Que revela os meus olhos. 

E eu queria tanto 
Que seus olhos brilhassem para mim 
Que visse o meu sentimento 
E aceitasse-me junto a ti. 

Andaria eu por toda terra 
Saltando de alegria 
Pela felicidade em encontrar-te. 

Mas, todo esse esforço é vão 
Se seus olhos já não estão aqui 
Minhas palavras são soltas ao vento 
Da desilusão... 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

terça-feira, 15 de maio de 2018

O trágico fim do amor


Olhou para o céu azul e límpido 
Sabia que não teria mais essa visão 
Um tiro seco ecoara na sua alma 
E dilacerara o seu coração. 

Dos olhos uma lágrima solitária 
Escorria sem o sentimento esconder 
Não havia mais a alegria nos olhos 
Agora já cansado de viver. 

Nem quis do chão se levantar 
E nem coragem de seus braços estender 
Chorava no profundo da consciência 
O amor que sempre quisera esquecer. 

Não havia mais esperança em seus olhos 
Apenas um vazio terrível no coração 
Uma tristeza que saia de seus lábios 
Ao falar de uma sofrida ilusão. 

Mais uma vez olhou o céu azul e límpido 
De seu coração não restava mais amor 
Fechou os olhos em uma silenciosa calma 
E deixou para os seus da sua partida a dor. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Que seu coração era como as areias do mar



Os olhos de uma beleza ímpar 
Fez com que o tempo parasse uma vez mais 
Os pássaros que cantavam fez uma pausa 
E o brilho da lua se intensificou. 
A alma chorou em silêncio 
No alvorecer de mais um dia 
Onde as borboletas voavam 
Levando a sua primavera. 
E você olhou para mim tão tristemente 
Que pensei haver uma angústia 
Sobressaindo de seu coração 
Como fagulhas de solidão. 
Então você sorriu 
E, ao sorrir, transformou o mundo a sua volta 
Com aquele sorriso tão lindo 
Como o por do sol mais espetacular. 
Deslumbrado eu fiquei a imaginar 
Que seu coração era como as areias do mar 
Onde eu queria descansar de toda dor 
Que encontrei na minha jornada. 
Vejo em seus olhos aquele amor 
Que preenche o meu coração 
Da maior felicidade que alguém já sentiu 
E que os olhos já vislumbraram. 
Quero expressar-te esse amor 
E caminhar pelas areias do mar 
Segurando suas meigas e delicadas mãos 
Que repousa em meu sentimento. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

terça-feira, 8 de maio de 2018

O anelo de um sonho lindo


Meus pensamentos se elevam 
Acima da imensidão 
Vejo no horizonte distante 
O brilho do seu coração. 

Sinto a brisa no amanhecer 
A dar vida a minha vida 
Traz consigo um frescor tão bom 
Que muda minha alma sentida. 

Sou o anelo de um sonho lindo 
Que alcança seu pensamento 
E transforma o meu desejo. 

Escrevo-te, então, esta canção 
Que transpira minha alma 
Na magia de um terno beijo. 

Poema: Odair José,o Poeta Cacerense

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Ingenuidade


Minha ingenuidade não foi te amar, 
Nem mesmo revelar o meu amor a você. 
Minha ingenuidade foi pensar que você me amava. 
Os pensamentos me levaram a imaginar 
Que teus lábios seriam meus, que teus sonhos, 
Que teu corpo a mim se entregava. 
Doce ilusão, 
Adentrou meu coração. 
O tempo me mostrou que isso era sonho, 
Você não mais pertence ao meu mundo 
E o sono profundo 
Me deixou tristonho. 
Sigo meu destino cruel de te amar 
Sem ser compreendido no meu amor 
Pois o que me resta dessa ilusão 
É sonhar!!! 

Poema: Odair José, Poeta e Escritor Cacerense

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Edna Sampaio, Reitora da Unemat



Eu quero apenas expressar
De dentro da alma deixar sair
Novas de alegrias e esperança
Ao nosso coração sensibilizar.

Serena, guerreira e defensora
Amiga e parceira nos momentos difíceis;
Mulher, negra, vencedora
Pulsa em seu coração humilde
A defesa de uma uniVersidade forte
Independente e participativa
Onde todos tenham seus direitos respeitados.

Resta-nos apoiar suas ideias
Espelhadas em suas atitudes
Inquestionáveis em defesa da Unemat.
Terás braços fortes
Ombros amigos e guerreiros
Resolutos em batalhar pela
Autonomia de nossa uniVersidade.

Deixa-me declarar meu apoio
Ao sonho de um novo tempo.

Unidos em ideais de responsabilidade
Nenhuma barreira será capaz de vencer-te
Em busca deste sonho.
Mulher aguerrida, tu és, Edna Sampaio
Aquela que tem a missão de
Transformar a nossa Unemat.

Acróstico: Odair José, o Poeta Cacerense

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Saiu da alma, virou poesia


Eu canto o amor e a alegria 
Mesmo estando com o coração em dor. 
Não há tristeza que possa 
Fazer-me esquecer do amor. 

Cantarei a melodia eterna 
De uma magnífica canção 
Que possa mudar sua vida 
E atingir seu coração. 

Falo de amor que é sublime 
Que suplanta toda dor 
Que alegra a alma moribunda 
Arrancando-lhe todo terror. 

Amor que está no coração do poeta 
Que expressa a mais linda alegria 
O que está na alma silenciosa 
Saiu da alma, virou poesia. 

A poesia é liberdade 
De seu sentimento poder expressar 
Ao mundo inteiro, em alta voz, 
Do seu amor poder falar. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sábado, 28 de abril de 2018

Crepúsculo dos deuses


Perdoe-me se não concordares 
Com o que irás ler de agora em diante. 
Exalto a minha voz e clamo na madrugada. 
Poderia estar dormindo o sono dos justos 
Ou nas festas profanas em orgias e degradações. 
Mas, estou diante da minha missão. 
Bradar contra a ignorância. 
Contra a tolice humana. 
Quais tentáculos de um aracnídeo 
Eles perfuram os cérebros dos incautos 
E os fazem ser dominados e manipulados pelo sistema atual. 
Em meu silêncio perturbo-me com o que vejo e ouço durante o dia. 
Não que eu queira ser melhor do que ninguém, 
Mas o ser humano perdeu a sua humanidade. 
E o que é um ser humano sem humanidade?  
Pior que os insetos e crustáceos que, pelo menos, 
Respeitam sua cadeia alimentar. 
Mas, o ser humano na sua ambição, 
Ganância e hipocrisia solapam a esperança do último mortal. 
Com fúria nos olhos eles estraçalham todos os sonhos, 
Explodem os balões de oxigênios 
Que poderiam perpetuar a nossa existência. 
E o que fazer nessa situação? 
Os deuses estão caídos no chão. 
A poeira cobre os seus rostos desfigurados 
E as pessoas dançam em volta de seus restos como zumbis. 
Não há nenhuma percepção. 
Não há saída para tamanho desespero. 
E eu rasgo o meu coração na dor de ver 
E ouvir essa ladainha o tempo todo. 
Por que você não desperta desse sono mórbido? 
Por que não dá ouvidos a sabedoria que brada nas praças 
E avenidas sem ao menos ser notada? 
Por que insiste em ser esse anencéfalo ambulante? 
Por favor, pelo menos uma vez na vida 
Dê ouvidos a voz da sua consciência 
E saia desses emaranhados de coisas tolas 
E supérflua que toma conta do seu tempo. 
Não seja mais um escravo do sistema. 
Liberte-se! 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Parecia que era minha aquela solidão


Na madrugada fria 
Onde vaguei tão sozinho 
Não senti mais o seu toque 
Que sempre me aquecia. 

Senti o vento frio tocar 
Minha alma tão vazia 
E uma solidão tão cruel 
Veio me acompanhar. 

Andei pelas ruas desertas 
De uma cidade qualquer 
Sem saber que sua companhia 
De mim já era incerta. 

Aquela solidão tão sofrida 
Parecia que era minha 
E meus olhos tão cansados 
Já estão quase sem vida. 

Sigo sem destino certo 
No caminho que meus passos 
A conduzir-me estão 
Sem ter você por perto. 

E, sem você junto a mim, 
Não há outra esperança 
Pois, a alegria sempre esteve com você 
E, só resta-me, lamentar o fim. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Na minha inocência



Não havia apenas uma brisa fina 
Havia também um sentimento profundo 
Uma vontade de voar 
Livremente pelas campinas 
Eu fui feliz naquele tempo 
Como uma criança inocente 
Que se encanta com o mundo 
Sem saber que nele existe o adulto. 
Na minha inocência 
A vida sempre foi tranquila 
E eu podia andar livremente 
No mais lindo sonho 
Que um dia minha alma sonhou. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

terça-feira, 24 de abril de 2018

Acreditar



Você ja deve ter pensado várias vezes 
Assim como eu ja pensei 
Já pensou em desistir eu sei 
Já pensou em desanimar.
Quem é que nunca teve medo 
De seguir em frente e por medo resolveu parar? 
Talvez por não acreditar 
Por se deixar levar 
Quem nunca precisou de um abraço 
De alguém para as lágrimas enxugar?
Mas é aí que está 
Você tem forças pra lutar 
A vida é feita de esperanças 
E motivos para sonhar e conquistar 
Pare e pense:
O que seria de um vencedor sem batalhas para lutar? 
Sem planos para sonhar? 
Sem amigos para abraçar? 
Sem lágrimas para enxugar? 
Nao desista de você, 
Pois, Deus lá de cima, nunca desistiu.

Poema: Jaqueline Szubris

segunda-feira, 23 de abril de 2018

A noite do ébrio



Caminhei como ébrio pela noite 
Sua falta doia muito em mim. 
Nos bares nao te encontrei 
Nem nas latinhas de cerveja que tomei. 
Na noite vaguei perdido 
Em busca de teus braços. 
Os amigos sumiram 
Assim como a multidão 
Nao havia paz na minha vida 
E nem no meu coração. 
Conduzido pelo destino 
Parei na frente de seu lar 
Como um andarilho sem rumo 
Eu queria apenas amar. 
Voce me atendeu 
Mas, nao sentiu nenhuma pena 
Disse que eu não poderia fazer aquilo 
Pois minha alma era pequena. 
Pensei que ao te ver 
Fosse amenizar minha dor 
No entanto, o desepero aumentou 
Pois eu precisava de amor. 
Amor este que você já não dispunha 
Para me oferecer. 
Por isso voltei para casa 
Sabendo que minha vida era sofrer. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quinta-feira, 19 de abril de 2018

No silêncio da noite me procura



Nas ruas da cidade corre um burburinho 
Noticias de um amor que acabou 
Na ilusão da vida que se foi 
No esquecimento de quem não amou. 

Mas não é verdade 
O que andam por ai comentando 
Se não existe amor 
Porque insiste em sair falando? 

Diz que não ama e que nunca amou 
Isso é o que por ai você assegura 
Para mim a versão é outra 
No silêncio da noite me procura. 

O fingimento de seus olhos 
Deixa escapar da sua alma a aflição 
De uma paixão que se foi 
Pois não soube zelar do coração. 

As mentiras que você conta 
Não atingem a minha alma singela 
Pois amo a verdade do sentimento 
Que meu coração sempre anela. 

A liberdade de encontrar em algum lugar 
Um amor que seja verdadeiro 
Que se entregue com paixão 
E que seja companheiro. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

terça-feira, 17 de abril de 2018

Se eu não te amasse



Perguntas-me como posso te amar 
Mesmo sem ter visto seu coração 
Digo que nasceu de um olhar 
Que acendeu minha paixão. 

A meiguice de seu olhar 
Foi a magia que mudou meu viver 
Aprendi o gosto de amar 
Que não me deixa te esquecer. 

Se eu não te amasse tanto assim 
Não dedicaria tempo a ti 
Você me faz ver as flores do jardim 
E desejar-te sempre aqui. 

O amor que nasceu desse olhar 
Faz meu coração mais forte bater 
Vejo-te no brilho do luar 
E passo as horas a te descrever. 

Nos meus sonhos contemplo seu sorriso 
Sempre misteriosamente belo 
Esse amor é o que mais preciso 
Para construir o meu castelo. 

Se eu não te amasse tanto assim 
Estaria preso na indigna solidão 
Mas seus braços são alento para mim 
E dá nova vida ao meu coração. 

Toda minha vida vou te amar 
E não tirar seu encanto do pensamento 
Nos seus sonhos quero navegar 
Deixando-me ser levado pelo vento. 

Expresso aqui o meu desejo 
Que fervilha no meu ser 
Não há nada melhor que seu beijo 
Que possas alegrar o meu viver. 

Se eu não te amasse tanto assim 
Minha vida seria tão triste 
Você é o sonho que sempre quis pra mim 
A melhor das coisas que existe. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense